O governo argentino apresentou em 2 de outubro de 2026, durante a Argentina Week em Paris, um programa de cidadania por investimento destinado a estrangeiros e seus familiares. A iniciativa, conduzida pelo ministro da Economia Luis Caputo e pelo chefe de Gabinete Diego Santilli, permite que aportes financeiros deem acesso à cidadania a partir do quarto trimestre deste ano. O anúncio integra o conjunto de reformas que visam atrair capital externo e ampliar a integração do país com mercados internacionais.
Opções de aporte e alcance familiar
O programa oferece duas vias principais de contribuição. A primeira consiste em uma doação não reembolsável de 350 mil dólares ao Tesouro Nacional. A segunda permite a aquisição de títulos públicos no valor de 800 mil dólares. Familiares podem ser incluídos mediante valores reduzidos, conforme regras ainda a serem detalhadas pela administração.
Processo de análise e órgãos envolvidos
Cada solicitação passará por verificação de identidade, origem lícita dos recursos e antecedentes criminais. Os órgãos responsáveis incluem a Secretaria de Inteligência do Estado, a Unidade de Informação Financeira e ministérios setoriais. O procedimento busca garantir que os aportes atendam aos critérios de transparência definidos pelo governo.
A medida entra em operação no quarto trimestre de 2026 e se soma a outras ações de abertura econômica adotadas nos últimos anos. Ainda não há dados consolidados sobre o volume de pedidos esperados ou sobre o impacto fiscal do programa. O texto oficial será publicado nos próximos dias para orientar os interessados.