Durante a campanha eleitoral para o Governo do Distrito Federal, candidatos ao cargo apresentaram propostas de políticas públicas voltadas à população idosa, diante do aumento de 11% registrado nesse grupo entre os biênios 2021-2022 e 2023-2024, com projeções que indicam necessidade de preparação até 2030.
Propostas em saúde e mobilidade
Celina Leão (PP) defendeu a ampliação do acesso à geriatria, reabilitação e atendimento domiciliar, além da implantação do Hospital Geriátrico de Brasília. José Roberto Arruda (PSD) propôs o programa Cidadão 60, focado em pessoas de menor renda, com monitores de educação física em academias de rua construídas em seu governo anterior. Leandro Grass (PT) destacou o fortalecimento da atenção primária por meio de equipes multiprofissionais, incluindo saúde mental e maior oferta de geriatras e gerontólogos.
Atenção especializada e prevenção
Paula Belmonte (PSDB) defendeu a criação do Hospital do Idoso como referência especializada, com reforço ao atendimento domiciliar para quem tem doenças crônicas ou limitações de mobilidade. Kiko Caputo (Novo) enfatizou o fortalecimento da prevenção, redução de filas e ampliação de espaços de lazer acessíveis, além de proteção contra violência. Ricardo Cappelli (PSB) anunciou redes prioritárias para idosos, incluindo policlínicas especializadas, para garantir acesso à saúde na terceira idade.
O Distrito Federal precisa se preparar desde já para o envelhecimento acelerado de sua população.
Armindo Madoz
As propostas foram detalhadas em entrevistas com os candidatos mais bem posicionados em pesquisa, abrangendo inclusão digital e ações contra violência. O especialista Armindo Madoz ressaltou a urgência de políticas de Estado para acolhimento e dignidade da população idosa no Distrito Federal.