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Assassinato por engano expõe rede de agiotagem colombiana no DF

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Carlos Augusto Medeiros, de 36 anos, foi morto a tiros em seu bar em Taguatinga, no Distrito Federal, no dia 25 de setembro. O crime ocorreu por engano, já que os executores colombianos visavam outro homem da mesma nacionalidade, envolvido em uma disputa ligada à agiotagem. Carlos, pai de três filhas de 12, 10 e 7 anos, trabalhava intensamente para garantir um futuro melhor para a família, tendo vendido uma concessionária há dois anos para abrir a distribuidora de bebidas. No momento do ataque, por volta das 14h, ele descarregava mercadorias e se sentou na área externa do estabelecimento, quando um motoqueiro se aproximou e disparou contra ele. Apesar de tentar se abrigar dentro do bar, Carlos não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido pelo proprietário de um restaurante colombiano no andar superior.

As investigações da 17ª Delegacia de Polícia revelaram uma teia criminosa transnacional. O atirador, identificado como Johny Alexander Sandarriaga Guapache, de 28 anos, chegou ao Brasil em março com visto de turista e admitiu ter sido coagido a cometer o crime devido a uma dívida de R$ 3 mil com um agiota. Imagens de câmeras de segurança mostraram que ele realizou um levantamento prévio no local um dia antes, trocando de roupa após o homicídio. A polícia rastreou sua fuga para Valparaíso de Goiás e, posteriormente, para Fortaleza, no Ceará. Outros envolvidos incluem Bryan Danilo Moreno Martinez, que forneceu orientação e a arma, e Brahyam Angulo Rendon, que ordenou o assassinato diretamente da Colômbia e é descrito como figura violenta no esquema de agiotagem.

A família de Carlos, incluindo a esposa Gabriela Figueiredo, de 37 anos, ficou devastada. Em depoimento, ela expressou incredulidade e dor, destacando que o marido era um provedor dedicado e que as filhas choram diariamente pela perda do pai. Com mais de 23 anos de relacionamento, Gabriela pede justiça enquanto lida com o luto, recorrendo a medicamentos para suportar a ausência do companheiro. Bryan e Brahyam estão foragidos, e a Polícia Civil planeja acionar a Interpol para localizá-los.

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