quarta-feira , 15 julho 2026
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Cultura e Lazer

Feira do Troca chega à 101ª edição celebrando tradição e solidariedade em Alexânia

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A Feira do Troca, um evento tradicional que promove trocas solidárias de itens por artesanato e produtos locais, iniciou sua 101ª edição na última sexta-feira (5/12) na Praça Santo Antônio, no distrito de Olhos d’Água, em Alexânia (GO), a cerca de 100 km de Brasília. O festival, que se estende até o próximo domingo (7/12), destaca o costume da “gambira”, uma prática de intercâmbio que fortalece laços comunitários. Realizado há 51 anos, o evento é considerado um patrimônio cultural da região, reunindo solidariedade, manifestações populares e diversidade em um ambiente vibrante que preserva a memória local.

Além das trocas tradicionais entre artesãos e feirantes, o público pode adquirir produtos variados, incluindo artesanato, antiguidades, gastronomia e itens da agricultura familiar. A programação inclui exposições e apresentações musicais, de dança, teatro e contação de histórias focadas na cultura do Cerrado brasileiro. O produtor Pedro Xavier enfatizou que a feira se modernizou sem perder sua essência, ampliando a estrutura para apoiar artesãos locais, atrair participantes regionais e impulsionar o turismo e o comércio. No sábado, as atrações começam às 15h com Bloquinhos do Zoim, seguem com uma missa às 19h, e incluem shows de Marcus & Ramalho às 20h30, Geraldo Azevedo às 22h30 — em sua primeira apresentação no evento — e Kozmic Blues no encerramento.

Idealizada em 1974 pela professora mineira Laís Aderne, falecida em 2007, a feira transmite saberes ancestrais e homenageia figuras chave nesta edição, como o poeta Rodrigo de Maria, a carnavalesca Silene Farias e a artesã Dona Waldira. O vice-prefeito Naldim Magalhães destacou que o evento é parte da alma da população de Olhos d’Água, passando tradições de geração em geração e impulsionando a economia local por meio do artesanato e da cultura popular. No domingo, o Sarau Cultural oferece um palco aberto para apresentações voluntárias, democratizando a arte pela primeira vez na feira.

O evento reforça o compromisso com a valorização cultural nacional, mantendo viva a memória de sua fundadora e garantindo que novas gerações continuem a vivenciar essa tradição única.

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