quarta-feira , 15 julho 2026
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Vencendo as sombras da covid: histórias de resiliência e o poder da vacinação no DF

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Imagine uma técnica de enfermagem de 54 anos, Maria Lúcia Vieira de Pádua, enfrentando a covid-19 não uma, mas três vezes, e emergindo com uma força inspiradora. Apesar das sequelas cardiovasculares que a obrigam a depender de medicamentos e lidar com ansiedade, ela representa milhares no Distrito Federal que transformam desafios em lições de vida. Em um ano como 2025, onde 35 pessoas perderam a batalha para a doença – a maioria idosos acima de 70 anos –, histórias como a dela destacam que, mesmo com a pandemia no retrovisor, a resiliência humana brilha. Especialistas como o infectologista Julival Ribeiro, do Hospital de Base do DF, e André Bon, do Hospital Brasília, celebram os avanços: vacinas atualizadas e tratamentos acessíveis na rede pública estão ao alcance, provando que a prevenção pode virar o jogo contra sequelas como fadiga crônica, alterações neurológicas e problemas respiratórios.

No DF, a narrativa muda para o positivo com dados que inspiram ação. Dos 444 casos de síndrome respiratória aguda grave registrados, e das mortes concentradas em áreas como Planaltina e Plano Piloto, surge um chamado à união: 80% dos óbitos foram de idosos, mas a vacinação em dia reduz riscos drasticamente. Julival explica que 10% a 20% das pessoas desenvolvem covid longa, com sintomas persistentes como exaustão e dificuldades de concentração, mas há esperança no acompanhamento médico e na fisioterapia. André Bon reforça que até formas leves podem deixar marcas como o “brain fog”, mas tratamentos adequados restauram a vitalidade. Para jovens como você, isso significa proteger avós e familiares com comorbidades, transformando conhecimento em escudo coletivo.

A boa notícia é que o DF não para: a recente Campanha de Multivacinação, encerrada em outubro, atualizou carteirinhas de crianças e adolescentes, incluindo doses contra a covid. Vacinas estão no Calendário Nacional para bebês, gestantes, idosos e grupos especiais como imunossuprimidos, indígenas e trabalhadores da saúde – com reforços anuais ou semestrais para os mais vulneráveis. Estratégias como o Carro da Vacina e ações em escolas facilitam o acesso, e com 968.417 casos totais desde 2020, mas mortalidade em queda graças à imunização em massa, o futuro parece mais luminoso. Como alerta a professora Anamelia Lorenzetti Bocca, da UnB, variantes como a ômicron ainda circulam, mas vacinas eficazes induzem memória imunológica, convidando todos a se juntarem nessa jornada de proteção e renovação.

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