O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deu início na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, à formação “Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Escuta Protegida”. A capacitação, realizada no Campus Gama da Universidade de Brasília, reúne profissionais da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente das regiões do Gama e Santa Maria. O objetivo é preparar educadores, conselheiros tutelares e demais atores para identificar sinais de violência e realizar encaminhamentos adequados sem revitimizar as vítimas.
A iniciativa conta com a Coordenadoria das Promotorias de Justiça do Gama e o Núcleo de Prevenção e Enfrentamento às Violências e Discriminações contra Crianças e Adolescentes. Ao longo de 30 horas de aula, os participantes debaterão o desenvolvimento infantil e adolescente, a atuação integrada da rede de proteção, o acolhimento de revelações espontâneas e os procedimentos de notificação. Os encontros seguintes ocorrerão na sede da Promotoria de Justiça do Gama nos dias 11 e 25 de setembro e 2 e 9 de outubro, sempre das 8h30 às 12h.
Formação atende demanda da rede de cuidado
O curso responde a solicitação do Grupo de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção de Crianças e Adolescentes em Situação de Violência. A proposta busca fortalecer a capacidade dos profissionais da Educação para reconhecer indícios de abuso sexual e garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente se traduza em proteção efetiva. A ação também inclui leitura de poema e troca de experiências entre os participantes.
Especialistas destacam união institucional
a proteção da infância é prioridade no Ministério Público e destacou a necessidade de transformar o Estatuto da Criança e do Adolescente em proteção concreta diante de casos graves de violência.
Georges Seigneur
a importância da união entre pessoas e instituições para fortalecer a rede de proteção.
Vyvyany Viana Nascimento de Azevedo Gulart
o papel estratégico dos profissionais da Educação, que mantêm contato cotidiano com crianças, adolescentes e famílias e poderão multiplicar o conteúdo aprendido.
Meiriellen Bastos
Com 30 horas de conteúdo prático e teórico, a formação busca preparar os profissionais para atuarem de forma coordenada e evitar que casos de violência sexual passem despercebidos no cotidiano escolar e comunitário.