quinta-feira , 23 julho 2026
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Celina Leão visita obras de água no DF em tentativa tardia contra traumas de racionamentos

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Obras de água em Brasília com reservatório baixo, representando luta contra racionamentos no DF.
Obras de água em Brasília com reservatório baixo, representando luta contra racionamentos no DF.

No dia 16 de abril de 2026, uma quinta-feira marcada por memórias amargas de crises hídricas passadas, a governadora Celina Leão visitou as obras de ampliação do sistema de abastecimento de água na região norte do Distrito Federal. Com um investimento de R$ 34 milhões do GDF via Caesb, o projeto inclui a construção de dois reservatórios com capacidade total de 8 milhões de litros e uma nova adutora, visando beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas em áreas como Sobradinho, Sobradinho II, Itapoã, Paranoá e condomínios próximos. No entanto, essa iniciativa surge como uma tentativa tardia de remediar os traumas de racionamentos que outrora paralisaram Brasília, destacando a vulnerabilidade persistente à escassez de água.

A sombra dos racionamentos passados

A visita da governadora Celina Leão às obras em andamento expõe as feridas ainda abertas causadas por períodos de escassez hídrica que afetaram severamente o Distrito Federal. Muitos residentes, especialmente os mais antigos, recordam com amargura os dias de racionamento que interrompiam o fornecimento essencial, gerando instabilidade e desconforto generalizado. O projeto atual, embora promissor, serve como lembrete sombrio de como a falta de planejamento anterior deixou a população à mercê de crises evitáveis.

A governadora enfatizou a importância da obra para evitar repetições desses episódios negros.

Essa obra é uma das mais importantes que o nosso governo está deixando. Os mais novos, os mais jovens ou as pessoas que mudaram para Brasília há pouco tempo não têm essa lembrança, mas a cidade foi penalizada pela escassez de água, com racionamento. Isso foi resolvido com planejamento e investimento do nosso governo.

Investimentos questionáveis em meio a desafios hídricos

O presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, acompanhou a visita e detalhou os componentes técnicos, mas o tom negativo persiste ao considerar os atrasos históricos no setor. Os dois reservatórios, cada um com 4 milhões de litros, integram o Sistema Norte e prometem maior regularidade no fornecimento, estabilidade de pressão e resiliência contra futuras escassezes. No entanto, o investimento de R$ 34 milhões levanta dúvidas sobre a eficiência em um cenário onde problemas hídricos continuam a ameaçar a região norte, abrangendo Paranoá, Sobradinho, Itapoã e condomínios.

Esses reservatórios fazem parte do Sistema Norte. Cada um tem capacidade para 4 milhões de litros, e os dois cheios ajudam a manter a nossa população com qualidade, quantidade e pressão de água na região Norte. Os reservatórios vão abastecer tanto o lado Oeste, como Sobradinho, os condomínios e o Grande Colorado, quanto o Leste, chegando ao Itapoã, Paranoá, Capoeira do Bálsamo e toda essa região. Com isso, o sistema fica muito sólido, muito robusto, e a gente vai criando mais resiliência e mais condição de abastecimento para a população do Distrito Federal.

Apesar dos avanços, a dependência de tais obras reflete uma gestão reativa, que só agora busca garantir segurança hídrica para 1 milhão de beneficiados, após anos de negligência que custaram caro à sociedade.

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