A União Europeia deu um passo decisivo ao incluir a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas, anunciando também sanções contra indivíduos iranianos envolvidos na repressão a manifestantes. A medida, tomada pelos ministros das Relações Exteriores da UE em reunião realizada na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, responde à violência exercida contra protestos no Irã, que resultou em milhares de mortes. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, confirmou a decisão por meio da rede social X, equiparando a Guarda Revolucionária a grupos como Al-Qaeda, Hamas e Daesh.
Detalhes da decisão da União Europeia
Os ministros das Relações Exteriores da UE designaram formalmente a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista. Além disso, foram impostas sanções a figuras específicas, incluindo o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, o procurador-geral do Irã e dirigentes da própria Guarda Revolucionária. Essa ação reflete a condenação da UE à repressão violenta promovida pelo regime do aiatolá Ali Khamenei contra manifestantes iranianos.
Contexto dos protestos e repressão no Irã
A decisão surge em meio a protestos intensos no Irã, onde forças de segurança, incluindo a Guarda Revolucionária, foram acusadas de causar milhares de mortes entre os manifestantes. Os protestos, que ganharam força recentemente, demandam mudanças no regime e maior liberdade. A UE busca pressionar o Irã a cessar a violência, alinhando-se a esforços internacionais para combater violações de direitos humanos.
Os ministros das Relações Exteriores da UE acabaram de dar o passo decisivo de designar a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Qualquer regime que mata milhares de seus próprios cidadãos está caminhando para a sua própria destruição.
Estamos impondo novas sanções ao Irã e também prevejo que incluiremos a Guarda Revolucionária Islâmica em nossa lista de organizações terroristas. Isso os colocará no mesmo patamar que a Al-Qaeda, o Hamas e o Daesh. (…) Se você age como terrorista, também deve ser tratado como terrorista.
Implicações das sanções e perspectivas futuras
As sanções impostas pela União Europeia visam restringir atividades financeiras e de viagem dos indivíduos listados, isolando ainda mais a Guarda Revolucionária no cenário internacional. Especialistas indicam que essa medida pode intensificar as tensões diplomáticas entre a UE e o Irã, potencialmente influenciando negociações sobre o programa nuclear iraniano. Enquanto o regime iraniano não emitiu resposta imediata, a ação da UE reforça o compromisso com a defesa de direitos humanos globais.