Lançamento de estudo revela impactos dos jogos de azar no Distrito Federal
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e a Secretaria de Família e das Relações Sociais (Sefami-DF) lançaram recentemente o estudo “Apostadores no Distrito Federal: Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. Publicado em 29 de janeiro de 2026, o documento analisa o perfil de apostadores maiores de 18 anos em todas as regiões administrativas do DF. A pesquisa destaca modalidades de jogos, motivos para apostar e impactos sociais, financeiros e na saúde mental, com o objetivo de subsidiar políticas públicas preventivas.
Metodologia e coleta de dados
Os dados foram coletados por meio de questionários anônimos aplicados por pesquisadores em locais de grande circulação no Distrito Federal. A análise considerou variáveis como gênero, faixa de renda e percepções de não apostadores. Essa abordagem permitiu um diagnóstico amplo sobre o comportamento dos apostadores e os efeitos dos jogos de azar, especialmente no ambiente digital.
Impactos sociais e financeiros identificados
O estudo revela que os jogos de azar vão além de uma prática recreativa, gerando consequências reais nas famílias, como endividamento e vulnerabilidade social. Ele enfatiza a necessidade de ações como educação financeira e apoio à saúde mental para mitigar esses efeitos. Autoridades envolvidas, incluindo o secretário Rodrigo Delmasso e o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, destacam a importância da pesquisa para compreender esse fenômeno em ascensão.
Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias.
— Rodrigo Delmasso
Subsídios para políticas públicas
A pesquisa subsidia o desenvolvimento de estratégias preventivas no DF, focando em educação e suporte para apostadores e suas famílias. Com dados de todas as regiões administrativas, o estudo oferece uma visão abrangente para combater os impactos negativos dos jogos de azar. Essa iniciativa reflete o compromisso das instituições em promover o bem-estar social em 2026.
Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social.
— Manoel Barros