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França anuncia voto contra acordo UE-Mercosul em meio a protestos agrícolas

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Plantação de soja no Brasil com tratores, ilustrando protestos agrícolas e acordo UE-Mercosul.

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França votará contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, em uma decisão que reflete fortes oposições internas. O anúncio ocorreu na quinta-feira, 08/01/2026, horas após a Irlanda declarar posição similar. A votação está prevista para hoje, 09/01/2026, no âmbito da União Europeia.

Rejeição política e debates no Parlamento

A decisão de Macron surge após debates intensos na Assembleia Nacional e no Senado francês, que demonstraram uma rejeição política unânime ao acordo. O presidente destacou os avanços inegáveis reconhecidos pela Comissão Europeia, mas enfatizou a necessidade de proteger os agricultores franceses em crise. Essa oposição baseia-se no impacto potencial do acordo no setor agrícola, com temores de concorrência desleal.

Protestos em Paris e apoio de outros países

Agricultores franceses realizaram protestos em pontos icônicos de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, para pressionar contra o acordo. A França se junta à Irlanda na rejeição, enquanto países como Itália, Hungria e Polônia também expressam reservas. Esses movimentos destacam divisões dentro da União Europeia sobre o tratado com o Mercosul.

Declarações de Emmanuel Macron

Apesar dos “avanços inegáveis” que “devem ser reconhecidos pela Comissão Europeia”, “deve-se notar a rejeição política unânime do acordo, como claramente demonstrado pelos recentes debates na Assembleia Nacional e no Senado”.

“A fase de assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei lutando pela implementação plena e concreta dos compromissos assumidos pela Comissão Europeia e para proteger nossos agricultores”.

Implicações para o acordo UE-Mercosul

O posicionamento francês pode complicar a aprovação do acordo de livre comércio, que visa fortalecer laços econômicos entre a União Europeia e o Mercosul. Macron afirmou que continuará a defender compromissos ambientais e agrícolas, mesmo após a votação. Essa controvérsia reflete tensões globais entre comércio livre e protecionismo setorial em 2026.

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