Leandro Gomes Lustosa foi condenado a 11 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri de Planaltina pela morte de Sofia Antunes Queiroz. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (15/12), mais de dois anos após o crime. Inicialmente denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por feminicídio, o réu teve a acusação alterada para homicídio simples, após os jurados rejeitarem as qualificadoras previstas na denúncia. O MPDFT manteve a acusação original durante o processo e pediu a condenação conforme a sentença de pronúncia, mas a maioria do conselho optou pela desclassificação do crime.
No julgamento, não foi estabelecido nenhum valor mínimo de indenização à família da vítima, uma vez que não houve pedido específico nesse sentido durante a ação penal. A defesa de Leandro alegou que o disparo foi acidental, ocorrendo enquanto ele tentava impedir um suposto suicídio de Sofia. Em interrogatório, o condenado admitiu ter efetuado o tiro, mas sustentou que não houve intenção de matar, caracterizando o ato como culposo, por imprudência ou acidente. Alternativamente, os advogados pediram a desclassificação do crime e a absolvição por clemência, além da retirada das qualificadoras, teses que foram negadas pelo Conselho de Sentença, embora a pena tenha sido aplicada sem agravantes.
O crime ocorreu em 15 de novembro de 2023, por volta das 23h, na CR 96, no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF). De acordo com testemunhas e o boletim de ocorrência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o casal discutiu dentro da residência onde moravam com o filho, e Leandro atirou no pescoço de Sofia na frente da criança. Após o disparo, o agressor limpou as manchas de sangue nos lençóis, pegou a arma e uma mochila, e fugiu do local. A vítima foi socorrida por um vizinho e levada ao Hospital Regional de Planaltina (HRP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.