quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Homem acumula condenações por estelionato, homicídio e porte ilegal de arma no DF

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Walfredo Romano Alves Junior, de 52 anos, foi condenado a três anos de prisão em regime fechado pelo crime de estelionato, após falsificar a assinatura de sua própria mãe para vender dois lotes no Arapoanga, no Distrito Federal, entre 2011 e 2012. A sentença foi proferida em outubro de 2024, quando ele já cumpria prisão preventiva por homicídio. De acordo com o processo, Walfredo se passou por corretor de imóveis e vendeu os terrenos por R$ 33 mil e R$ 44 mil, respectivamente, sem o conhecimento ou autorização da proprietária. Ele alegou que os lotes haviam sido doados por ela, mas a mãe negou a versão à Justiça do Distrito Federal. Os compradores, que não sabiam da falsificação, sofreram prejuízos de R$ 10 mil e R$ 20 mil, e não foram ressarcidos por falta de anexação de comprovantes no processo. O juiz considerou que o réu não tinha permissão para as transações, e o caso transitou em julgado, sem possibilidade de recurso.

Além da pena por estelionato, Walfredo cumpre condenação de 17 anos por homicídio qualificado, cometido em fevereiro de 2024, também no Arapoanga. Ele matou Hernando Antônio da Silva, de 36 anos, com um disparo de espingarda calibre 12 durante um churrasco em sua casa. Testemunhas relataram que a discussão começou enquanto Walfredo assava carne e envolveu disputas sobre lotes na região. Hernando, que morava na área havia pouco tempo e estava acompanhado da namorada, morreu no local. Ao fugir de carro, o autor teria repetido frases de arrependimento, como “que merda que eu fiz”. Preso posteriormente, Walfredo alegou que o tiro foi acidental, afirmando que a vítima tinha fama de perigosa e parecia armada. Ele ainda negou ter discutido sobre terras, dizendo que Hernando voltou do banheiro descontrolado e ameaçando matá-lo e cortar o pescoço de suas filhas. A arma não foi encontrada no local do crime.

Um ano antes do homicídio, em março de 2023, Walfredo já havia sido preso pela Polícia Militar do Distrito Federal por porte ilegal de arma, após supostamente ameaçar pessoas em uma distribuidora de bebidas no Arapoanga. Ele foi condenado a dois anos em regime aberto pelo crime, com as armas — uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9mm — apreendidas. Walfredo alegou ser colecionador, atirador desportivo e caçador, mas não apresentou documentação. Os policiais o encontraram com a pistola na cintura, municiada, e o juiz destacou que o transporte sem autorização configura o delito. As vítimas das ameaças não formalizaram denúncia por medo de represálias, e a confissão do réu ajudou a amenizar a pena, evitando o regime fechado naquela ocasião.

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