Imagine uma cidade onde o tempo não diminui o valor de uma vida, mas a enriquece com sabedoria e histórias. No Distrito Federal, com mais de 523 mil idosos iluminando o dia a dia, surge uma rede de apoio que transforma desafios em oportunidades de cuidado genuíno. Instituições como as ILPIs, mantidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, abrigam 303 idosos em seis unidades, oferecendo um lar para quem precisa. Especialistas como a conselheira Karla de Sousa Araújo e o assistente social Ricardo Mendes destacam os avanços na fiscalização, com visitas regulares da Vigilância Sanitária e do Ministério Público, que garantem que irregularidades sejam corrigidas, pavimentando o caminho para ambientes mais seguros e dignos.
Nesse cenário de crescimento populacional, onde a expectativa de vida floresce, o foco está em fortalecer políticas públicas que celebram o envelhecimento ativo. A Resolução nº 502/2021 da Anvisa estabelece padrões essenciais, como equipes multidisciplinares com nutricionistas e profissionais de lazer, promovendo não só saúde, mas também alegria e reabilitação. Lilian Carvalho, do Lar de Idosos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante, compartilha como, apesar de desafios como repasses de recursos, a dedicação de 92 colaboradores mantém o atendimento vivo e impactante. Com R$ 3.467,74 por vaga, o governo trabalha em editais para ampliar vagas, mostrando um compromisso com a expansão de serviços como o Saipi, acessível via Cras, Creas ou Central de Vagas.
Enquanto isso, o diálogo entre saúde, assistência social e órgãos como o Conselho do Idoso e o TJDFT reforça uma proteção integral, inspirada no Estatuto da Pessoa Idosa. Especialistas pedem mais estrutura para acompanhar idosos em casa, tornando o acolhimento uma opção de última instância, cheia de respeito e afeto. É um chamado para que jovens como nós vejamos no cuidado aos idosos uma chance de construir uma sociedade mais empática, onde cada história de vida é valorizada e celebrada.