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BRB enfrenta investigação, mas garante estabilidade e novo rumo promissor

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Em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes no Banco de Brasília (BRB), a instituição financeira pública do Distrito Federal demonstra resiliência, mantendo todos os serviços operando normalmente para seus 8,1 milhões de clientes. A Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (18/11), cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do banco e no apartamento do então presidente Paulo Henrique Costa, que foi afastado por 60 dias pela Justiça e, posteriormente, de forma definitiva pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Apesar do impacto, o Governo do Distrito Federal (GDF) enfatiza que não há abalos na liquidez ou solvência, com rotinas bancárias e operações de crédito fluindo sem interrupções. A vice-governadora Celina Leão (PP) destacou a importância de preservar o patrimônio público, afirmando que “não temos compromisso com erro” e que tudo será apurado com transparência, abrindo caminho para uma gestão mais fortalecida.

Com a saída de Paulo Henrique Costa, que soube da notícia enquanto participava de um evento na Universidade de Harvard, em Boston, o governador indicou Celso Eloi de Souza Cavalhero como novo presidente. Profissional com 38 anos de experiência no setor bancário, formado em ciências contábeis e direito, Cavalhero atuava como superintendente executivo de governo na Caixa Econômica Federal e trará expertise em gestão financeira pública e governança. Sua nomeação ainda depende de sabatina na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), prevista para a próxima semana, mas já sinaliza um futuro de renovação e confiança. Especialistas como o economista Marcos Hanna, da Universidade de Brasília (UnB), veem no BRB um ativo atrativo, graças à sua posição como banco público e à carteira de crédito consignado, prevendo que intervenções estatais mitiguem impactos e impulsionem a reputação no mercado.

Enquanto a investigação aprofunda crimes como gestão fraudulenta e temerária relacionados à tentativa de aquisição do Banco Master – barrada pelo Banco Central e estimada em movimentações de até R$ 16,7 bilhões –, o BRB reafirma seu compromisso com normas de compliance e transparência. O GDF planeja medidas adicionais para reforçar controles internos, colaborando com autoridades para assegurar integridade. Para o especialista Luciano Bravo, o impacto para clientes é indireto, com o Banco Central supervisionando para evitar problemas maiores, garantindo que o dia a dia bancário permaneça seguro e acessível. Fundado em 1964, o BRB, com agências em vários estados, continua como pilar econômico do DF, pronto para superar desafios e inspirar confiança entre os jovens que buscam estabilidade financeira.

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