O seminário “Direito Eleitoral Contemporâneo: Representação Política e Integridade Eleitoral” teve início na Câmara Legislativa do Distrito Federal em meio a alertas sobre falhas estruturais que comprometem a qualidade da democracia brasileira no ano de eleições municipais. Juristas, advogados, magistrados e parlamentares, entre eles o deputado Wellington Luiz (MDB), o ministro do TSE André Ramos Tavares e a professora da UnB Luciana Dias, reuniram-se para discutir temas como paridade de gênero, financiamento de campanhas, fake news e os riscos à integridade do processo eleitoral.
Debates expõem fragilidades persistentes
Os painéis presenciais, transmitidos ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 12.3) e pelo canal da CLDF no YouTube, revelaram que as cotas de gênero ainda não impedem a violência política contra candidatas. Participantes destacaram que o financiamento opaco de campanhas continua a favorecer interesses privados em detrimento da representatividade popular, enquanto a disseminação de fake news ameaça minar a confiança dos eleitores nas urnas de outubro.
Paridade formal sem resultados concretos
A professora Luciana Dias ressaltou durante o evento que medidas legais existentes não bastam para mudar a realidade das candidaturas femininas. O seminário prossegue até 2 de julho de 2026 com o objetivo de propor soluções técnicas, embora os debates tenham evidenciado o abismo entre o discurso institucional e os obstáculos práticos enfrentados por quem busca disputar eleições de forma justa.
Precisamos avançar na paridade real, não apenas formal. As cotas são importantes, mas não suficientes sem o combate efetivo à violência política
Luciana Dias