quarta-feira , 30 setembro 2026
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Pacientes com fibromialgia protestam na Câmara contra inércia do GDF e lei não cumprida

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Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)

Pacientes com fibromialgia e familiares protestaram na Câmara Legislativa do Distrito Federal contra a falta de proteção efetiva e políticas públicas para a doença, durante sessão solene realizada na terça-feira, 20 de maio, em alusão ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia. Coordenada pelo deputado João Cardoso, a audiência revelou graves dificuldades de diagnóstico e tratamento no SUS, com cobranças pela implementação da Lei Distrital nº 6.127/2017, que permanece sem aplicação prática.

Reivindicações por políticas públicas efetivas

Representantes de associações e pacientes relataram atrasos prolongados nos diagnósticos e ausência de centros de referência no Distrito Federal, o que agrava o sofrimento de milhares de pessoas. A sessão expôs a frustração coletiva diante da inércia governamental, que ignora demandas por capacitação de profissionais e acesso a tratamentos multidisciplinares. Crislene de Sousa resumiu o sentimento geral ao afirmar a necessidade urgente de mudanças concretas.

Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas

Crislene de Sousa

Falhas na lei e ausência de investimentos

Apesar da existência da Lei Distrital nº 6.127/2017, que prevê ações de conscientização e assistência, os participantes destacaram que ela não sai do papel, deixando os doentes sem suporte adequado no sistema público de saúde. Roseni de Oliveira cobrou a criação de centros especializados e a inclusão real da fibromialgia nas prioridades do governo local, enquanto o deputado João Cardoso reforçou a necessidade de agilizar diagnósticos e garantir tratamentos completos.

Temos uma legislação que prevê ações de conscientização e assistência, mas ela não sai do papel. Precisamos de centros de referência e de que a fibromialgia seja incluída de fato nas políticas de saúde do DF

Roseni de Oliveira

João Cardoso acrescentou que o governo deve investir imediatamente em capacitação profissional e suporte psicológico para reverter o quadro atual de abandono.

É preciso que o governo invista em capacitação de profissionais, agilize diagnósticos e garanta o acesso a tratamentos multidisciplinares, que incluem medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico

João Cardoso

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