quarta-feira , 30 setembro 2026
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Brasília lidera ranking nacional de experimentação de cigarro eletrônico entre jovens, revela IBGE

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Cigarros eletrônicos espalhados em ambiente urbano de Brasília, representando experimentação entre jovens segundo IBGE.
Cigarros eletrônicos espalhados em ambiente urbano de Brasília, representando experimentação entre jovens segundo IBGE.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 25 de março de 2026, revela que Brasília lidera o ranking nacional de experimentação de cigarro eletrônico entre estudantes de 13 a 17 anos, com 43,7% dos jovens relatando o uso. O estudo, baseado em questionários aplicados em escolas públicas e privadas do Distrito Federal, compara prevalências por gênero, tipo de instituição e substâncias. Apesar da proibição no Brasil, o crescimento do consumo preocupa especialistas, impulsionado por propagandas que minimizam riscos e destacam atrativos como cheiro e sabor.

Detalhes da pesquisa

O levantamento do IBGE envolveu estudantes entre 13 e 17 anos, coletando dados referentes a 2024. A análise destaca Brasília como o local com a maior prevalência de experimentação de cigarro eletrônico. Comparações por gênero e tipo de escola revelam padrões de uso, embora o foco principal seja o alto índice geral na capital federal.

Razões para o crescimento

O aumento ocorre mesmo com políticas de redução do tabagismo tradicional obtendo sucessos. Propagandas enganosas apresentam o cigarro eletrônico como de baixa toxicidade, o que atrai jovens e adolescentes. Cheiros e sabores variados tornam o produto mais apelativo, contribuindo para a disseminação entre o público escolar.

Declaração do especialista

Apesar dos sucessos obtidos com a política e as campanhas para a redução do consumo do cigarro, o cigarro eletrônico cresce sob uma propaganda enganosa de ser de baixa toxicidade, com seu cheiro e sabor atraente para os jovens e as crianças.

Marco Andreazzi, gerente da pesquisa, enfatiza os desafios impostos por essas estratégias de marketing. A divulgação dos dados em 25 de março de 2026 reforça a necessidade de ações educativas e regulatórias para combater o fenômeno. O IBGE continua monitorando tendências para informar políticas públicas de saúde.

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