sábado , 28 fevereiro 2026
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SSP-DF identifica 25 áreas de risco no Distrito Federal, afetando quase 3 mil pessoas

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Vista de áreas de risco no Distrito Federal com encostas e construções precárias, afetando quase 3 mil pessoas.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) identificou 25 áreas de risco no Distrito Federal, com 742 residências ameaçadas e 2.968 pessoas afetadas. O levantamento, divulgado em 4 de setembro de 2025 no Diário Oficial da União, destaca regiões como Sobradinho II e Vila Cauhy. Com chuvas recentes agravando a situação, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec) intensificou o monitoramento para prevenir desastres.

Áreas de maior vulnerabilidade

As áreas classificadas incluem 16 de muito alto risco e nove de alto risco, conforme o mapeamento da SSP-DF. Regiões como Sobradinho II (Vila Rabelo 2), Núcleo Bandeirante (Vila Cauhy), Planaltina, Arniqueira, Fercal, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo 1, Setor Habitacional Água Quente, Sol Nascente e Pôr do Sol, Vicente Pires e SCIA estão entre as mais afetadas. Esse cadastro atualiza dados de 2022 e considera alagamentos ocorridos em 2024.

A Defesa Civil monitora essas localidades por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília, enviando alertas via SMS, Telegram e WhatsApp durante períodos chuvosos. O foco está em ocupações irregulares e deficiências estruturais que aumentam os perigos.

Causas e impactos das chuvas

As causas dos riscos incluem ocupações irregulares em declives acentuados, deficiência na drenagem urbana, ausência de sistemas de drenagem e lançamento de águas servidas em encostas. A falta de estrutura em aterros agrava os problemas durante chuvas intensas, como as registradas recentemente. Moradores relatam perdas significativas em eventos passados, destacando a urgência de intervenções governamentais.

Depoimentos de moradores afetados

Moradores como Walter Marques, prefeito comunitário da Vila Cauhy, Gisele da Silva e Benice da Conceição compartilharam experiências sobre os impactos das chuvas. Suas histórias ilustram o desespero causado por alagamentos e a necessidade de melhorias em infraestruturas como pontes.

Foi feito um trabalho em duas dessas pontes. O governo construiu muros de gabião e, até o momento, a obra tem sido eficaz. Mas ainda temos a ponte Canarinho, que precisa de uma atenção especial das autoridades.

Foi surpreendente, muito além do que já tínhamos vivido. Tinha correnteza passando pela cozinha e pela sala das casas. A água subiu mais de um metro. As pessoas estavam desesperadas, mas com medo de abandonar a própria casa.

Os meus vizinhos tiveram perderam tudo que tinham, a casa ficou até com rachaduras devido aos problemas causados pelas chuvas. Desanimados, eles acabaram voltando para a cidade natal, no interior do Nordeste. Mas eu não tenho para onde ir e aqui foi o único lugar que consegui comprar o meu cantinho.

Os moradores da rua de trás perderam tudo, a gente não quer passar pelo o que aconteceu nunca mais. Há algumas semanas caiu uma chuva muito forte e nessa rua desce muita água, achei que o pior fosse acontecer. Mas no fim a ponte aguentou, foi um trabalho bem feito. Mas nós ainda temos uma ponte que precisa de melhoria, ali o pessoal corre o risco de perder até a própria casa.

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