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França solicita exercícios da Otan na Groenlândia em resposta a ameaças de Trump

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Paisagem ártica da Groenlândia com navios e aviões da OTAN em exercícios militares.

A França solicitou exercícios militares da Otan na Groenlândia em resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território dinamarquês, o que elevou as tensões entre os EUA e a União Europeia. A solicitação foi divulgada em 21 de janeiro de 2026, após uma escalada de tensões no dia anterior. O premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, prepara a população local para uma possível invasão, destacando a gravidade da situação.

Escalada das tensões entre EUA e UE

As tensões entre a Casa Branca e a União Europeia atingiram níveis sem precedentes devido à investida de Donald Trump para incorporar a Groenlândia aos EUA. Emmanuel Macron, presidente da França, expressou preocupação com as intenções americanas. Trump divulgou mensagens privadas de Macron, intensificando o conflito diplomático.

“Não entendo o que você está fazendo”

Essa citação de Macron reflete a confusão e o desacordo entre os líderes. Reuniões de emergência ocorreram em Bruxelas em 22 de janeiro de 2026, com possíveis discussões em Paris.

Resposta francesa e contribuição à Otan

O gabinete de Emmanuel Macron informou a solicitação de exercícios da Otan na Groenlândia e a disponibilidade francesa para contribuir com recursos. Essa medida visa fortalecer a defesa do território dinamarquês perante as ameaças. A ação destaca o papel da França na aliança atlântica e na proteção de interesses europeus.

“pronta para contribuir”

A declaração do gabinete de Macron enfatiza o compromisso francês. A solicitação surge como uma resposta direta à postura agressiva de Trump, buscando dissuadir qualquer ação unilateral dos EUA.

Preparativos na Groenlândia

Jens-Frederik Nielsen, premiê da Groenlândia, ordenou a criação de uma força-tarefa e a distribuição de panfletos para preparar a população para uma possível invasão. Ele alertou que as intenções de Trump não podem ser descartadas. Essa preparação reflete a seriedade com que as autoridades locais encaram a ameaça.

“O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo”

A declaração de Nielsen sublinha a necessidade de prontidão. A Groenlândia, sob soberania dinamarquesa, torna-se o foco de um impasse geopolítico que envolve a Otan, a Dinamarca e a União Europeia.

Implicações globais

A situação eleva preocupações sobre a estabilidade das relações transatlânticas em 2026. A Otan pode se envolver mais diretamente para mediar o conflito, enquanto a União Europeia busca unidade contra pressões externas. Observadores internacionais monitoram os desdobramentos, que podem redefinir alianças globais.

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