Gabriel Galípolo assina manifesto em defesa da independência dos bancos centrais
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, assinou uma declaração conjunta com outros governadores de bancos centrais para defender a independência das instituições monetárias. A iniciativa surge em solidariedade a Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED), que enfrenta críticas de Donald Trump por não reduzir os juros nos Estados Unidos de forma mais rápida. O manifesto, divulgado em 13 de janeiro de 2026, destaca a importância da autonomia técnica para a estabilidade econômica global.
Contexto das pressões sobre Jerome Powell
Donald Trump tem pressionado publicamente o FED para acelerar a queda das taxas de juros, o que gerou preocupações sobre interferências políticas na política monetária. No manifesto, os signatários expressam apoio a Powell, reafirmando que a independência é essencial para manter a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos. Essa ação ocorre em um momento de tensões internacionais, com impactos potenciais na economia global.
reafirma a autonomia técnica das instituições como pilar central da estabilidade econômica global
Implicações no Brasil e a liquidação do banco Master
No Brasil, o manifesto é assinado em meio a controvérsias internas, como a liquidação do banco Master, que tem gerado debates sobre a autonomia do Banco Central. Gabriel Galípolo e os demais governadores enfatizam que decisões técnicas devem prevalecer para garantir a estabilidade econômica, independentemente de pressões externas. Essa posição reforça o compromisso com o Estado de Direito e a transparência democrática.
fundamental para assegurar a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, sempre sob a égide do Estado de Direito e da transparência democrática
Impactos globais da declaração conjunta
A declaração conjunta, divulgada pelo Banco Central brasileiro, envolve diversos presidentes de bancos centrais e busca fortalecer a cooperação internacional em tempos de incerteza. Especialistas indicam que essa solidariedade pode influenciar políticas monetárias em vários países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Com o ano de 2026 iniciando sob esses desafios, a independência das instituições monetárias permanece um tema central para a recuperação econômica pós-pandemia.