quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Triplo homicídio em Ceilândia choca comunidade: atirador invade kitnet e executa três durante madrugada

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Era 1h59 da madrugada quando dois casais retornavam para casa após comprar bebidas alcoólicas em uma distribuidora próxima, na Chácara 87 do Sol Nascente, no Trecho 2. Menos de três minutos após as câmeras registrarem o grupo — composto por Ariane Nunes, 40 anos, José Raivan Vieira, 44 anos, Wanderson Rios, 17 anos, e uma jovem de 20 anos —, todos foram baleados dentro da kitnet onde Wanderson morava. Três vítimas morreram no local, e a única sobrevivente foi socorrida e permanece internada. O imóvel, alugado por Wanderson há três meses por R$ 500 mensais, ficava em um lote com outro prédio. O adolescente usava o nome falso de Melchior e afirmava ser maior de idade para os proprietários e vizinhos.

As imagens de câmeras de segurança capturaram o atirador, vestido de preto e encapuzado, surgindo a pé minutos após o grupo e sacando uma arma semelhante a uma pistola 9mm. Segundo o depoimento da sobrevivente aos policiais, antes de ser levada à cirurgia, o grupo bebia e fumava dentro da kitnet quando o homem invadiu e disparou mais de 15 tiros. José foi atingido primeiro, seguido por Ariane e Wanderson. A jovem levou tiros no queixo, na perna e um de raspão no braço, mas sobreviveu ao se esconder debaixo da cama e, depois, correr para a casa de uma vizinha. Marcas de tiros nas paredes evidenciaram a violência da ação, e a perícia permaneceu no local até depois das 5h.

A 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) investiga o caso e aponta para o envolvimento de um comparsa atuando como olheiro. O delegado Fernando Fernandes destaca duas linhas principais: um possível acerto de contas, já que as vítimas fatais — exceto a sobrevivente — tinham antecedentes criminais. Wanderson, conhecido como “Malfeito”, estaria envolvido no tráfico de drogas, e José, apelidado de “Professor”, era apontado como chefe do tráfico na QNN 19. A segunda hipótese liga o crime a um homicídio ocorrido em 22 de novembro na mesma quadra. Uma vizinha, que acionou a polícia às 2h03 após a jovem ensanguentada invadir sua casa, relatou ter ouvido os disparos, mas inicialmente não os identificou como tiros. Até o momento, ninguém foi preso.

Durante buscas na kitnet, os proprietários encontraram um crachá com o nome verdadeiro de Wanderson, revelando a farsa. A mãe dele ligou perguntando sobre o filho, mas inicialmente não foi possível confirmar devido ao nome falso usado. Ariane morava na Chaparral, em Taguatinga, mas passava noites em Ceilândia.

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