Um despacho judicial detalha um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, que teria contado com a participação de assessores e o uso de estruturas privadas para simular legalidade nas despesas. De acordo com as investigações, o plano envolvia pagamentos por serviços inexistentes ou irregulares, além de movimentações financeiras que não condizem com a renda declarada pelos envolvidos. Esses elementos apontam para uma operação sofisticada aimed at burlar controles fiscais e orçamentários, destacando vulnerabilidades no uso de verbas públicas.
Entre os aspectos mais graves identificados está a suspeita de lavagem de dinheiro através da prática conhecida como “smurfing”, que consiste no fracionamento de saques e depósitos em valores menores para driblar mecanismos de detecção. A Polícia Federal (PF) analisou transações que sugerem essa estratégia, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos fundos. Essa técnica é comumente associada a tentativas de dissimular atividades criminosas, e sua presença no caso reforça as alegações de irregularidades sistemáticas.
Além disso, as apurações revelaram conversas em aplicativos de mensagens que indicam repasses feitos “por fora” e esforços para encobrir a procedência dos recursos. Essas evidências digitais foram cruciais para embasar o despacho do magistrado, que descreve um padrão de conduta incompatível com as normas de transparência exigidas para o uso de cotas parlamentares. As investigações continuam, com foco em mapear a extensão do esquema e identificar todos os participantes.