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Jovens transformam escolas em fortalezas contra a violência de gênero no DF

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No coração de Brasília, o auditório do Conselho de Justiça Federal pulsava com energia transformadora nesta quarta-feira, 19 de novembro, durante a 6ª edição do Congresso Maria da Penha Vai à Escola. Organizado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica, o evento reuniu alunos, professores e líderes inspiradores para celebrar a premiação da Mostra Cultura de Paz – Pelo fim da violência contra meninas e mulheres. Jovens de regiões como Santa Maria, Riacho Fundo, Taguatinga e Guará foram os grandes estrelas, com trabalhos criativos que prometem semear uma cultura de respeito e igualdade. As fotos dos projetos e seus autores estarão disponíveis no Flickr do Tribunal a partir de segunda-feira, 24 de novembro, convidando todos a se inspirarem nessa onda de mudança positiva.

A mesa de honra, composta por representantes de instituições parceiras, ecoou vozes poderosas que destacaram o papel da educação na quebra de ciclos viciosos. O 2º Vice-Presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli, abriu o evento parabenizando os participantes e enfatizando a necessidade de uma virada cultural em uma sociedade ainda marcada pelo patriarcado. “O esforço pela igualdade de gênero é constante”, afirmou ele, evocando a imagem da lei Maria da Penha indo até as escolas para fomentar orientações que previnam a violência. Já o 1º Vice-Presidente, desembargador Roberval Belinati, representando o presidente Waldir Leôncio Júnior, reforçou que a educação é a ferramenta mais potente para transformar mentalidades. O procurador-geral de Justiça do DF, George Seigneur, celebrou a iniciativa como uma ação preventiva essencial, enquanto a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Bastos, emocionada, aplaudiu os alunos como protagonistas de uma história de transformação social iniciada em 2016.

Destaques especiais iluminaram o congresso, como a menção de louvor ao projeto “O estudo das masculinidades”, liderado pela professora Rita de Fátima Silvano do CEF 2 do Guará, elogiado pela juíza Gislaine Campos Carneiro por promover relações mais igualitárias. Pela primeira vez, a categoria Prática Continuada premiou ações duradouras, com o projeto “Flores da Escola” do CED 310 de Santa Maria, coordenado por Margareth de Brit, Laísa Fernandes e Lukas Thiago Cardoso, levando R$ 10 mil para expandir seu impacto. Presenças como a da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, e outros líderes reforçaram o compromisso coletivo. Esses momentos não só premiam esforços, mas inspiram uma geração jovem a construir um futuro onde o respeito floresce e a violência se torna passado.

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