quinta-feira , 15 janeiro 2026
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O encanto enganoso de um youtuber: vítimas transformam dor em luta por justiça

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No coração pulsante das redes sociais, onde lives sobre mistérios e paranormalidade cativam milhares, surge uma história que vai além do virtual: Fernando Drummond Fernandes, um influenciador de 41 anos do Rio de Janeiro com 467 mil inscritos no YouTube e mais de 600 mil seguidores no Instagram, se apresenta como jornalista, escritor e até primo do poeta Carlos Drummond de Andrade. Mas por trás dessa fachada de títulos grandiosos – como embaixador da paz pela ONU e doutor honoris causa em literatura – esconde-se uma rede de relacionamentos que deixaram ao menos 15 mulheres de diversas cidades brasileiras com prejuízos emocionais e financeiros. Elas, unidas pela coragem de denunciar, estão transformando suas experiências em uma bandeira de empoderamento, mostrando que o amor verdadeiro não pede empréstimos milionários, mas sim transparência e respeito.

Imagine uma jovem de Brasília, chamada Camila, que, em busca de conexão em um momento vulnerável, se envolveu por um mês e meio com Fernando em 2022. O que começou como um romance virtual, com promessas de cuidado e futuro juntos, logo revelou agressões verbais e manipulações financeiras. Sensibilizada por relatos de ameaças de milícias, ela transferiu R$ 124 mil, acreditando salvar o parceiro. No Rio, ofensas como “ordinária” e “vagabunda” se misturavam a desculpas açucaradas, mas Camila, ao perceber a farsa, rompeu o ciclo tóxico e buscou a Justiça. Hoje, com boletim de ocorrência por injúria e estelionato, e uma condenação cível que garante indenização superior a R$ 100 mil, ela inspira outras a não se calarem, provando que a resiliência pode converter perdas em vitórias coletivas.

Outras vítimas, como uma de São Paulo que perdeu mais de R$ 1 milhão e uma senhora de 73 anos com prejuízo de R$ 800 mil, revelam o modus operandi: Fernando se aproximava em chats e grupos de WhatsApp, explorando fragilidades emocionais com uma vitrine falsa de fama e influência. O empresário Floriano Paganoti, que o conheceu em 2015, criou um canal para expor esses casos, destacando como o golpista visava mulheres mais velhas e solitárias. Apesar da defesa de Fernando negar as acusações, afirmando inocência e ausência de provas, as investigações da Polícia Civil do DF e ações no TJDFT avançam, oferecendo esperança. Para o público jovem, essa narrativa serve de lembrete positivo: nas redes, o verdadeiro poder está em discernir ilusões e apoiar quem luta por justiça, construindo comunidades mais seguras e autênticas.

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