Em uma manhã agitada de novembro, a Baixada Fluminense acordou com o som de sirenes e o movimento coordenado de policiais determinados a restaurar a paz em bairros como Bacia do Éden e Castelinho, em São João de Meriti. A Operação Contenção, fruto de 11 meses de investigações minuciosas pela Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro, surgiu como um raio de esperança para comunidades cansadas da sombra do Comando Vermelho. Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, da Coordenadoria de Recursos Especiais e do Batalhão de Operações Policiais Especiais uniram forças para cumprir mandados de prisão e busca, já resultando na detenção de quatro suspeitos. O foco era conter a expansão territorial da facção, remover barricadas que aprisionam moradores e apreender armas, drogas e bens ilícitos, abrindo caminhos para uma vida mais segura e livre.
No centro dessa narrativa de coragem e estratégia, o irmão do vereador Marcos Henrique Matos de Aquino, Luiz Matos de Aquino, escapou do radar dos agentes ao não ser encontrado em casa durante o cumprimento de um mandado de busca. Mas o destino reservava uma reviravolta: ao saber da ação e correr para o local, o próprio Marcos, do partido Republicanos e o mais votado nas últimas eleições municipais, acabou surpreendido. No carro oficial da Câmara que utilizava, os policiais descobriram uma arma registrada em nome de outra pessoa e caixas de medicamentos de uso controlado, levando à sua prisão em flagrante. Esse episódio inesperado destacou a imprevisibilidade da luta contra o crime, mas também o compromisso das forças de segurança em não deixar brechas.
Outras figuras ligadas a Luiz também entraram na mira das investigações, suspeitas de conexões com o núcleo da facção que opera na região. Enquanto a operação avança, buscando novas provas e bloqueando patrimônios obtidos ilegalmente, ela inspira uma visão positiva: a de que ações conjuntas podem transformar realidades difíceis em oportunidades de renovação. Para os jovens da Baixada, isso representa não só a quebra de ciclos viciosos, mas o convite a sonhar com bairros onde a lei prevalece e o futuro brilha mais forte, livre das amarras do medo.