Em uma vitória que ecoa como um sopro de esperança no sistema judiciário, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou que o Governo do Distrito Federal (GDF) pague R$ 200 mil em indenização à família de Wesley Jesus de Souza. O jovem de 22 anos, que enfrentava uma batalha silenciosa contra a tuberculose pulmonar e uma inflamação nos pulmões enquanto cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda, viu sua vida se apagar por falta de atendimento médico adequado. Imagine a angústia de uma família que clama por ajuda, mas vê o sistema falhar: Wesley só foi transferido para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) quando seu estado já era crítico, morrendo no dia 24 de junho de 2023, apenas um dia após deixar a prisão. Mas agora, essa história ganha um capítulo de redenção, destacando como a persistência pode transformar dor em justiça.
Os pais e irmãs de Wesley, movidos por um misto de luto e determinação, recorreram à Justiça pedindo não apenas reparação financeira, mas reconhecimento da negligência do Estado. Inicialmente, o pedido foi negado, mas os desembargadores reformaram a sentença, afirmando que o governo tem o dever inabalável de zelar pela saúde dos presos, garantindo tratamento e higiene mínima. O relator do caso, com palavras que ressoam como um chamado à empatia, escreveu que a demora no diagnóstico foi o fator decisivo para a morte – uma tragédia que poderia ter sido evitada com ação mais rápida. “Se o Estado tivesse agido antes, o resultado provavelmente seria diferente”, destacou o magistrado, transformando o veredicto em uma lição viva sobre responsabilidade e direitos humanos.
Além da indenização, a decisão trouxe um alívio contínuo: uma pensão mensal equivalente a dois terços do salário mínimo. Os pais receberão o valor até a data em que Wesley completaria 65 anos, enquanto as irmãs terão direito até atingirem 25 anos cada uma. Essa conquista não apaga a perda, mas ilumina um caminho de suporte e dignidade para a família, inspirando jovens a acreditarem no poder da justiça para corrigir falhas e promover mudanças positivas no sistema prisional. É um lembrete de que, mesmo nas sombras da adversidade, a luta por direitos pode gerar frutos de esperança e renovação.