Em um dia que ecoa os valores da democracia brasileira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do núcleo 3 da trama que tentou desafiar o Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022. Imagine uma reunião secreta, conhecida como “kids pretos”, onde uma carta pressionava o Alto Comando do Exército a apoiar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A defesa do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior trouxe à luz argumentos que iluminam o processo, destacando como a justiça pode revelar camadas de verdade em meio a acusações complexas. Com um tom de esperança, o advogado Rafael Thomaz Favetti apresentou provas periciais que mostram a carta já finalizada na manhã de 28 de novembro de 2022, antes mesmo do encontro noturno, sugerindo que o documento era de conhecimento prévio do então comandante do Exército, general Freire Gomes, e do general Fernando Soares, comandante Militar do Sul à época.
Essa narrativa de defesa não só questiona a necessidade de um referendo tardio, mas também inspira confiança no sistema judiciário ao comparar o caso de Resende Júnior com o de outros militares, como o coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães e o general Nilton Diniz Rodrigues, cujas denúncias foram rejeitadas pela mesma turma por falta de indícios mínimos de autoria. “É ilógico afirmar que a carta demandaria aprovação à noite, já que seu destinatário principal já a conhecia pela manhã”, argumentou Favetti, pintando um quadro onde a lógica e as evidências prevalecem sobre suposições. Para o público jovem, que valoriza a transparência e o debate aberto, esse momento no STF representa uma oportunidade de aprendizado sobre como a democracia se fortalece ao examinar cada detalhe com rigor e imparcialidade.
Além disso, a defesa enfatizou que Resende Júnior não ocupava um cargo estratégico capaz de pressionar o Alto Comando, reforçando a ideia de que acusações devem ser baseadas em fatos concretos, não em narrativas infladas. Esse enfoque positivo no julgamento não apenas destaca o compromisso do STF com a justiça, mas também incentiva uma visão otimista: em tempos de polarização, processos como esse podem unir a sociedade em torno de princípios democráticos, inspirando novas gerações a participarem ativamente da construção de um futuro mais justo e esclarecido.