Imagine uma cidade amazônica pulsando com energia global, onde líderes e ativistas se reúnem para reescrever o destino do planeta. É assim que Belém, a capital paraense, inicia hoje a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, exatamente uma década após o Acordo de Paris. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacando o compromisso brasileiro em superar a retórica com ações reais, o evento promete renovar esperanças ao focar em medidas adicionais para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Apesar de desafios como a ausência dos Estados Unidos, o secretário-executivo Simon Sitell e o embaixador André Corrêa do Lago clamam por avanços ambiciosos, enfatizando a cooperação climática em meio a eventos recentes como tornados e furacões. Para os jovens, isso representa uma chance vibrante de ver a agenda climática ganhar vida, com o Brasil no protagonismo.
No coração dessa narrativa de transformação, especialistas como Anna Cárcamo, do Greenpeace Brasil, veem oportunidades mesmo nas lacunas. Ela aponta que, embora o financiamento climático precise de mais compromisso dos países desenvolvidos, iniciativas como o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) estão no caminho certo, com metas de US$ 10 bilhões até 2026 e contribuições já somando US$ 5,5 bilhões, incluindo da Alemanha. Cárcamo elogia o foco em povos indígenas e comunidades locais, sugerindo que o fundo pode amadurecer para fortalecer a transição energética. Enquanto isso, o navio do Greenpeace atracado em Belém abre portas para visitas públicas nos fins de semana, convidando a juventude a mergulhar nessa causa. É um lembrete de que, apesar de estudos do Pnuma indicarem um aquecimento de 2,3°C a 2,5°C se nada mudar, a ambição global está curvando trajetórias para um futuro mais verde.
A estrutura da COP30 transforma Belém em um hub de inovação, com a Zona Azul abrigando negociações oficiais e a Zona Verde abrindo diálogos acessíveis ao público, promovendo investimentos sustentáveis e aproximando a luta climática da vida cotidiana. Esperando cerca de 50 mil participantes de 194 países e da União Europeia, o evento inclui atrações como a Casa do Seguro, montada por entidades como a CNseg, com temas diários sobre resiliência urbana, energias renováveis e agronegócio. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, descreve o espaço como uma plataforma aberta para soluções sociais, enfatizando o papel do seguro na prevenção de desastres climáticos. Para a geração jovem, essa conferência não é só um encontro: é um chamado inspirador para ações coletivas, onde Belém se torna o palco de um amanhã mais resiliente e esperançoso.