Na noite fresca de uma sexta-feira em Brasília, o Sudoeste transformou-se em cenário de uma história que une coragem e esperança. Viviane Lemos, uma empresária de 45 anos, passeava com seu border collie de um ano, Bolt, quando o inesperado aconteceu. Três rottweilers, posicionados para guardar um canteiro de obras na quadra 500, escaparam e atacaram o pequeno cão, deixando-o em estado grave e internado. Mas em meio ao susto, Viviane não se abateu: ela transformou a dor em ação, registrando um boletim de ocorrência e clamando pela retirada imediata daqueles cães, que representam um risco constante para a vizinhança.
Com uma narrativa que ecoa como um chamado à empatia, Viviane descreve os rottweilers como sentinelas noturnas, colocados no local por volta das 19h e retirados às 5h, muitas vezes sem água ou comida adequadas. “Eles puxaram meu cachorro para dentro e o estraçalharam”, conta ela, destacando as fugas recorrentes que ameaçam a tranquilidade dos moradores. No entanto, o que brilha nessa trama é a resiliência coletiva: a prefeitura da quadra 500 já interveio, contactando a construtora responsável, e Viviane, junto a outros vizinhos, enviou e-mails pedindo mudanças. É uma lição de como a voz unida pode transformar perigos em oportunidades de cuidado e proteção.
A construtora, respondendo com otimismo, anunciou que cancelou o contrato geral de vigia por cães, mantendo-o apenas até o fim de novembro nesta obra específica, com promessas de medidas para evitar novas fugas. Essa resposta, acessada pelo Correio, acende uma luz de esperança para jovens como vocês, que valorizam comunidades seguras e o bem-estar animal. Viviane sonha com um bairro onde pets como Bolt possam brincar livremente, e sua luta inspira: em vez de medo, surge a força para construir um futuro mais harmonioso, onde a solidariedade vence os obstáculos.