quinta-feira , 15 janeiro 2026
Início Política Lula e a crença indígena que pode salvar o planeta na COP30
Política

Lula e a crença indígena que pode salvar o planeta na COP30

58

Imagine um céu prestes a cair, sustentado apenas pela força coletiva dos humanos – essa é a imagem poética que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evocou na abertura da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, inspirado na crença dos povos Yanomami da Amazônia. Com um tom de esperança e urgência, Lula convidou líderes mundiais a “empurrar o céu para cima”, simbolizando a responsabilidade compartilhada de preservar o planeta. Diante de figuras como o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o príncipe William, ele defendeu um novo modelo de desenvolvimento justo e de baixo carbono, destacando que 2024 marcou o primeiro ano com temperaturas globais acima de 1,5ºC dos níveis pré-industriais. Mas, em vez de desânimo, Lula transformou os alertas científicos em um chamado à ação, enfatizando que a COP30 será a “COP da verdade”, onde a coragem pode reverter o curso das mudanças climáticas.

No almoço oferecido aos líderes estrangeiros, o destaque foi o lançamento oficial do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa inovadora que coloca o Sul Global no centro da agenda ambiental. Lula anunciou que o fundo, gerido pelo Banco Mundial, visa preservar florestas em países subdesenvolvidos, com metas rigorosas de redução do desmatamento para acessar os recursos. O Brasil já contribui com US$ 1 bilhão inicial, enquanto a Noruega promete US$ 3 bilhões e Portugal, um milhão de euros – e a meta é arrecadar US$ 25 bilhões de nações soberanas este ano, mais US$ 100 bilhões de investidores privados. Essa é uma chance real para jovens como vocês verem ações concretas, transformando promessas em proteção para as gerações futuras, e provando que o protagonismo dos países em desenvolvimento pode inspirar mudanças globais.

Criticando forças que espalham mentiras sobre o clima para ganhos políticos – sem citar nomes, mas aludindo a ausências como as de Donald Trump e Javier Milei –, Lula apontou para um futuro mais resiliente. Ele mencionou relatórios da ONU que preveem até 2,5ºC de aquecimento até 2100, com perdas drásticas, mas contrapôs com a necessidade de “mapas do caminho” para superar a dependência de combustíveis fósseis de forma planejada. Apesar de contradições, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial, o foco é na determinação coletiva: recursos desviados de guerras para o meio ambiente, e uma janela de oportunidade que, se aproveitada, pode expandir horizontes. Para o público jovem, isso soa como um convite empolgante a participar dessa narrativa de transformação, onde cada esforço conta para um planeta mais verde e equitativo.

Conteúdo relacionado

EUA suspendem vistos de imigrantes para 75 países, incluindo Brasil

Governo dos EUA suspende temporariamente vistos de imigrantes para 75 países, incluindo...

Alexandre de Moraes agenda julgamento de embargos no STF para fevereiro de 2026

Ministro Alexandre de Moraes agenda julgamento virtual de embargos no STF para...

Gabriel Galípolo assina manifesto global em defesa da independência dos bancos centrais

Gabriel Galípolo, presidente do BC, assina manifesto global apoiando Jerome Powell contra...

Trump impõe tarifas de 25% a países que negociam com o Irã em 2026

Donald Trump impõe tarifas de 25% a países que negociam com o...