Imagine uma capital onde as ruas pulsam com a energia de uma cidade moderna, e por trás dessa vitalidade, uma rede invisível de cooperação mantém tudo em equilíbrio. No Distrito Federal, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, descreve um cenário onde “não existe um milímetro” sem a presença das forças do estado. Essa conquista vem da integração harmoniosa entre a Polícia Civil, Militar e Penal, um modelo que especialistas elogiam como o grande diferencial para barrar o avanço territorial de facções criminosas. Em vez de disputas isoladas, as equipes compartilham inteligência e ações, criando uma barreira dinâmica que transforma desafios em oportunidades de fortalecimento coletivo. É como uma sinfonia bem orquestrada, onde cada instrumento contribui para a melodia da segurança, inspirando jovens a acreditarem em um futuro mais protegido.
A presença de líderes de alta periculosidade, como Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, do PCC, na Penitenciária Federal de Brasília, poderia ser um risco, mas vira uma vantagem graças ao monitoramento rigoroso. Células de inteligência integradas rastreiam comunicações, bilhetes e cartas, isolando líderes em celas específicas para impedir comandos externos. No primeiro semestre, cerca de 480 detentos ligados ao PCC, Comando Vermelho e Comboio do Cão foram identificados entre mais de 15 mil, mas o controle penitenciário bloqueia trocas de informações, evitando expansões. Sandro Avelar destaca essa troca de dados como o segredo do sucesso, gerando um fluxo constante de insights que vem até de dentro dos presídios. Para o público jovem, isso representa não só segurança, mas uma lição de inovação: usar tecnologia e parceria para construir comunidades resilientes.
Essa cultura de integração se estende além das fronteiras do DF, com acordos bilaterais como o com Goiás, permitindo ações compartilhadas no Entorno e combatendo a proliferação de facções. Sandro, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, defende uma abordagem suprapartidária e consensual, como na proposta alternativa à PEC da Segurança Pública. Ele sonha com uma coordenação federal mais forte, incluindo um ministério dedicado à Segurança Pública e fontes de financiamento estáveis, além de investimentos em educação, infraestrutura e empregos para reduzir a criminalidade a longo prazo. Estudos do Ipea apontam a segregação urbana como fator de risco, mas o foco em soluções integradas promete um horizonte positivo, onde a juventude pode prosperar sem o peso das sombras criminosas.